A falha está na camada três, que é justamente a que todo mundo chamou de "o negócio". A visita recorrente com foto é copiada do Japan Post, mas o Japan Post cobra noventa reais por uma visita mensal porque o carteiro já estava na rota, pago por outra operação. É subsídio logístico, não modelo de negócio. Nós não temos rota nenhuma.
2 x R$ 40 a 60 = R$ 80 a 120/mês
assinatura proposta: R$ 149 a 249
sobra: R$ 29 a 129, antes de central, suporte, aquisição e inadimplência
Essa margem só vira negócio com densidade, vários clientes no mesmo bairro dividindo o deslocamento. Densidade é exatamente o que não existe nos primeiros doze meses. Ou seja, a economia do produto é ruim precisamente na fase em que vai ser testada, e boa só numa fase que talvez nunca chegue.
Segundo ponto, e esse é o que quebra a empresa e não só o plano: a promessa é presença. No dia em que a mãe cair entre duas visitas e o filho decidir que a marca prometeu algo que não cumpriu, o Estatuto da Pessoa Idosa fala em responsabilidade por ação ou omissão. Não existe seguro contratado, contrato de escopo, nem reserva pra isso em lugar nenhum do plano.